Metodologias.

Analisando textos



                                   

 Autores: SANTOS, Marisilvia dos             SCARABOTTO, Suelen do Carmo dos Anjos MATOS, Elizete Lucia Moreira






Análise do texto: Imigrantes e nativos digitais: um dilema ou desafio na educação?

           No texto:“Imigrantes e nativos digitais: um dilema ou desafio na educação?” os autores abordam a implementação de recursos tecnológicos digitais de informação e comunicação na sociedade atual e seus usos por pessoas que nasceram no momento dessas modificações e os que nasceram bem antes e tiveram que se adaptar a nova realidade, levando em conta a realização de uma pesquisa feita com participantes de um Programa de Pós Graduação em Educação – Mestrado e Doutorado na PUCPR da disciplina de Paradígmas Educacionais na Prática Pedagógica a partir da seguinte pergunta: “Como se caracteriza o grupo de professores matriculados na disciplina Paradígmas Educacionais na Prática Pedagógica e como se articulam com os nativos digitais?.
          Os autores afirmam que o mundo digital é um facilitador ao acesso e expansão das informações. Tal afirmativa se faz condizente coma realidade atual da sociedade, pois se observa que nessa nova era tecnológica, onde é muito mais fácil ter acesso a um computador ou celular, as pessoas ficam constantemente conectadas à internet e compartilham milhares de informações e conhecimentos.
         O artigo vem dizer, também, que o professor deve estar atento a essas modificações que acontecem na sociedade para melhor utilizá-la em sala de aula, fazendo com que os alunos que por ventura não possuam acesso às novas tecnológicas, que através de um trabalho pedagógico realizado pela escola, possam-se criar condições para que essa acessibilidade seja garantida, ou seja, que se realize a inclusão digital na escola.
          De acordo com os autores as pessoas, que nasceram após a década de 80, possuem mais habilidade em fazer o uso dessas tecnologias, já que elas participaram do processo de transformação social e aqueles que nasceram antes desse tempo acabam por ter que aprender a utilizar esses recursos.
          Recentemente tive duas experiências que dão mais ênfase a esses conceitos de nativos e imigrantes digitais abordados no texto. Certo dia a sogra da minha tia, que possui mais de sessenta anos, chegou com uma máquina na casa da minha tia para passar umas fotos para o computador. Nem ela e nem minha tia sabiam como fazer, então me solicitaram para realizar tal tarefa. Enquanto fazia a transferência, a sogra da minha tia falou: “-É, preciso ir a Niterói, pois comprei um tablet e quero colocar internet nele. Vou pedir ao moço, que fez pra minha amiga, pra fazer pra mim, porque agora tudo é pela internet, né.” Esse é um exemplo de pessoas que não nasceram na era digital e que fazem essa migração para aprender os conhecimentos digitais, pois observam que muitos benefícios podem ser aproveitados através desses veículos tecnológicos.
          Outra experiência que tive foi em relação aos nativos digitais. Leciono em uma turma de 4º ano e em uma de minhas aulas uma aluna de nove anos disse: “Tia, ontem eu e A. estudamos virtualmente. Pelo Facebook.” Esse último exemplo faz menção ao texto quando os autores falam que: “[...] os estudantes hoje têm acesso a uma infinidade de recursos tecnológicos, os quais influenciam o seu modo de estudar, de aprender, pesquisar e perceber sua cultura e seu mundo.” (p/15841)
          Em dado momento os autores questionaram o fazer pedagógico dos professores, pois muitos dos educadores que estão em sala de aula fazem parte dos imigrantes digitais, sendo assim, torna-se um desafio para o professor apropriar-se desses recursos para fazer o uso em suas aulas, com o intuito de propiciar aulas mais significativas quanto ao processo de ensino-aprendizagem.
          Vale ressaltar que os autores propõem que haja uma ruptura com os paradigmas tradicionais que envolvem os processos de aprendizagem nas escolas, para que se possam aproveitar os vários recursos tecnológicos que existem em prol de uma melhoria na relação aprendizagem x aluno, de forma que haja interação entre o conhecimento, as tecnologias e a realidade social.    


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